sexta-feira, 9 de junho de 2017

Das manhãs de outono

Das manhãs de outono, só quero o beijo gelado da brisa em meu rosto e o encantamento no olhar diante das nuances de suas cores.
Quero sentir o pulsar do sangue quente correndo em minhas veias e o arfar suave da respiração.
Sentir que ainda estou vivo, que as intempéries do tempo não corroeram pedaços da minha alma.
Dissecar as paisagens e experimentar ouvir os sons da vida germinando de dentro para fora.
Regressar ao meu eu primitivo e conceber em mim o desejo ancestral de ser apenas eu mesmo.