quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Nostálgico pensar



Mais uma vez espremo ideias e tento capturar de algum ponto fugaz aquilo que a memória ignorou ou passou desapercebido por meu consciente. Um rasgo de saudade e nostalgia transgride minha alma e na interface da noite percebo o quanto perdido um homem pode sentir-se.
Não tenho palavras que descrevam essa sensação de vazio ou mesmo de tédio que se instaurou em meu íntimo. Sinto uma vontade quase visceral de sair caminhando noite adentro sem um rumo certo, andar sem motivo visível, tatear o abismo de minhas incompreensões e perceber as fragilidades as quais somos diariamente expostos.

sábado, 3 de dezembro de 2011

Dos pesares

As vezes pela retina da janela da minha alma percebo algumas nostalgias na madrugada solitária que se evai.Ou no céu cinza que pressupõe um entardecer isolado em minhas desvairadas lembranças, faz com que caminhe despreocupado pelas ruas desertas da cidade.
 Já não me importo com a chuva ou com as estrelas cintilantes que tentam clarear a noite lúgubre que internaliza meu íntimo. É a noite dos pesares, o entardecer da solidão e nada que eu fizer poderá mudar tal realidade. E a realidade só é notada quando sentimos na concretude de nossos dias o quão triste e desoladora pode ser uma lembrança!