terça-feira, 26 de julho de 2011

Sobre a fome de viver



Nunca estaremos completos nem totalmente satisfeitos e isso é a parte interessante de viver. Não caímos no ostracismo, nem deixamos de sonhar. 
Cada dia, cada minuto, mudamos, e desejamos ser algo que ainda não somos, nos aperfeiçoamos, nos reinventamos, caímos, nos fragmentamos, mas levantamos. 
Juntamos nossos cacos e recomeçamos a viver,e é na simplicidade dos gestos que encontramos a força e a vitalidade pra recomeçar.
 Somos resilientes, gosto de pensar que minha vida é um prato saboroso e que preciso experimentá-la a cada dia, mais do que devorar. Devemos degustar a vida, tenho fome de viver, mas é preciso ser paciente, a vida é pra ser apreciada, e não devorada.
Cada manhã respiro o ar gelado do inverno e tento perceber em meu dia todos os sinais que a vida me oferece gratuitamente. 
Ser feliz tem mais a ver com nossas liberdades e nossa real dimensão de quem somos do que a complexidade do existência, do mundo e sua neurótica sociedade..

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