segunda-feira, 11 de abril de 2011

O ônibus



O ônibus


No ônibus encontramos o que uma metrópole tem de melhor: Gente!A massa, sim porque é da base que se constroem os grandes pólos urbanos. Sentada num banco uma senhora com expressão forte,o rusto com rugas marcam a trajetória de uma longa vida de trabalho árduo e sofrido, o estudante faz malabarismo em pé para ler seu livro com uma mão, ignorando os solavancos do ônibus, o operário conversa animado com seu colega do lado sem preocupar-se com o dia extenuante de trabalho, a criança não tem nem cinco anos e dorme no colo da mãe, alheia a toda a confusão a sua volta.

No ônibus percebemos em cada pessoa um universo, um mundo único e particular, todos interligados por uma linha tênue quase imperceptível, a vontade de continuar a viver, e a vida é uma batalha difícil que exige muito mais que vontade e dedicação, é preciso resiliência para continuar,são sobreviventes, a despeito de todas as adversidades que enfrentam,mantem no rosto um sorriso sincero e no olhar aquele brilho próprio de quem tem esperança em dias melhores.

São os heróis anônimos do cotidiano, e todos os dias fazem-se presentes, compondo a parte viva e pulsante da cidade, é essa gente que dá cor a Babilônia cinzenta com seus prédios imponentes e suas construções megalomaníacas,não passa de uma carcaça fria triste, não fosse esse retalhos de diversas pessoas que se interligam e conspiram ( respirar junto) numa perfeita desordem organizada, uma paradoxo daquilo que a razão não explicar, e que é preciso sentir e viver para compreender.

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