quinta-feira, 14 de abril de 2011

Acordar os sentidos


Acordar os sentidos é perceber a chuva caindo no rosto misturando-se as lágrimas, é sentir-se só em meio a multidão e sufocar o grito entalado que insiste em sair...
Acordar os sentidos é perceber que apesar de toda a dor que possamos sentir , somos capazes de continuarmos vivendo. Uma amiga me disse que o que nos diferencia dos outros seres vivos -é justamente podemos ir e vir. De fato somos livres, porém ainda não aprendemos a lidar com esse dom!
Hoje nos prendemos ao tempo cronológico, dias, horas, meses, anos,porém como Octávio Paz constata: houve uma tempo em que o tempo não era sucessão, e sim um minar contínuo de um presente fixo onde o homem fazia parte, hoje no entanto o tempo passa insensível e inacessível ao homem que tornou-se prisioneiro do relógio.
Vivemos numa era de mudanças onde o tempo e espaço tomam formas inconsistentes, o homem dominou o fogo, foi a lua, criou a inteligência artificial, porém no seu âmago continua o desejo reprimido de encontrar alguem. “o homem é a nostalgia e a constante busca de comunhão”.

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