quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Nostálgico pensar



Mais uma vez espremo ideias e tento capturar de algum ponto fugaz aquilo que a memória ignorou ou passou desapercebido por meu consciente. Um rasgo de saudade e nostalgia transgride minha alma e na interface da noite percebo o quanto perdido um homem pode sentir-se.
Não tenho palavras que descrevam essa sensação de vazio ou mesmo de tédio que se instaurou em meu íntimo. Sinto uma vontade quase visceral de sair caminhando noite adentro sem um rumo certo, andar sem motivo visível, tatear o abismo de minhas incompreensões e perceber as fragilidades as quais somos diariamente expostos.

sábado, 3 de dezembro de 2011

Dos pesares

As vezes pela retina da janela da minha alma percebo algumas nostalgias na madrugada solitária que se evai.Ou no céu cinza que pressupõe um entardecer isolado em minhas desvairadas lembranças, faz com que caminhe despreocupado pelas ruas desertas da cidade.
 Já não me importo com a chuva ou com as estrelas cintilantes que tentam clarear a noite lúgubre que internaliza meu íntimo. É a noite dos pesares, o entardecer da solidão e nada que eu fizer poderá mudar tal realidade. E a realidade só é notada quando sentimos na concretude de nossos dias o quão triste e desoladora pode ser uma lembrança!

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Das memórias e sensações

Não procuro palavras bonitas para explicar aquilo que passa em meu íntimo. As vezes sinto que minha alma é rasgada por memórias e sensações que permeiam minha vida, desde seu amanhecer até seu póstumo entardecer. 
Quando paro para entender o que estou sentindo ou quando percebo que um ciclo se fecha e é preciso traçar um novo caminho, sinto que o tempo se esvai languido e sem compromisso. Como se a rotina perdesse o sentido e que já é hora de abandonar certos hábitos... 
Escrevo quando já não posso mais suportar ou guardar sentimentos e sensações, quando é preciso extravasar por alguma via toda a insegurança, medo, raiva, dor, saudade, amor, alegria, entusiasmo ou perda que no decorrer de meus dias. 
Vou adquirindo ou perdendo, dependendo do ponto de vista que você que está lendo agora irá perceber. Acredito que a vida é um contínuo construir e desconstruir.
Vamos com o tempo nos reinventando a medida que aprendemos que nada é para sempre e que há um tempo de vida útil para tudo, inclusive para nós.
Talvez quando descobrimos isso passamos a dar valor ao que realmente importa.
 E o que realmente importa?

domingo, 25 de setembro de 2011

Das tardes de primavera



O dia vestiu-se de cores, traz no seu íntimo aquele pulsar latente, Gaia gera em seu ventre toda a beleza que muitas vezes passa desapercebido por nossos olhos cansados...

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Susurro



Olho para o nada e o nada me diz quem eu sou. O ser humano é o único ser capaz de nadificar as coisas. De tangibilizar o intangível. 
Não me peça pra parar, preciso dizer o que se esconde nas vielas de meu pensamento, sinto como se minha alma estivesse rasgada, um corte transversal entre o real e o imaginário.
Queria poder dizer que isso é só um sonho ruim e que vamos acordar, mas não é verdade!só quero poder expressar em palavras aquilo que não consigo explicar.
 Na doce penumbra da noite acalentei minhas mais preciosas memórias é dela que me alimento quando me sinto triste.
Por fim te peço que não chores pois eu estarei aqui quando a noite vier te buscar, e no ruflar de minhas asas no sussurro de minha voz verás que nunca te abandonei!

domingo, 28 de agosto de 2011

Inusitado pensar



Começo a acreditar que é do inusitado que vem as melhores recordações de nossas vidas. Percebo que nessa noite calma e chuvosa, tenho dentro de mim alguns sentimentos turvos, como que inacabados. 
Não quis escrever quando completei mais um ano de vida, recolhi-me em meu íntimo, era um momento particular, tirei o dia pra repensar na vida, nos fatos corriqueiros de meu dia-dia, e me perguntar se valeu a pena todo o tempo que vivi.
Perceber que nossa caminhada é inconstante e que a qualquer momento podemos partir, não faz com que passemos a realizar coisas extraordinárias, mas sim a fazer de tarefas simples algo prazeroso.
Transformar o que parecia enfadonho em algo realmente importante pra se fazer! É no transcorrer de meus dias que percebo como somos abençoados por sermos seres que amam, e que permitem-se amar.
 Nada supera a capacidade de criarmos vínculos, por certo somos seres frágeis e um tanto limitados, por vezes sofremos e fazemos outros sofrerem, mas mesmo na dor é possível perceber o quanto somos felizes por termos dentro de nós tais sentimentos.
Sou um incorrigível Dom Quixote quanto ao ser humano, mesmo contra todas as estatísticas, apesar de toda a descrença nessa raça ainda afirmo que nada mais tão simples e aos mesmo tempo tão complexo quanto a natureza humana. É dela que provem todo mal, mas também é dela que conhece-se todo o bem. Negligenciar tal realidade e fechar os olhos para uma verdade que está escrachada em nosso rosto.
Eu acredito nas pessoas, mesmo que por vezes posso estar enganado, é um risco que se corre. Ser utópico não significa ser ingênuo. 
Num mundo onde o ter prevalece o ser, é possível perceber que deturparam o significado das palavras, e nos querem passivos cordeiros que nada questionam apenas obedecem fazendo-se parte de um único e obediente rebanho.
A utopia pode ser bem mais do que o sonhar de um mundo melhor, ela pode ser um gesto concreto na construção de um mundo mais justo e mais humano!

sábado, 20 de agosto de 2011

Das Memórias



O café fumega na xícara, olho as fotos bem emolduradas a minha frente e sem perceber retrocedo no tempo e relembro saudoso daqueles anos de infância.
 Recordo com certa nostalgia do primeiro dia de aula, do meu mano, tão próximo de mim, de tantas pequenas aventuras travessas.
 Confabulo com as paredes do meu quarto, o bichano retinto que me faz companhia, dorme preguiçosamente em minha cama!Essa característica peculiar dos gatos foi crucial na hora de escolher entre ele e um cão. gatos não se apegam aos seus donos, a verdade é que eles nem tem donos, são livres, mas voltemos a minha infância, pois é dela que me vem todas as boas memórias. 
É engraçado perceber como com o passar dos anos conseguimos expressar com mais clareza sentimentos que ficaram escondidos ou mesmo não denominados por que faltava-nos a capacidade de entendermos o que sentíamos.
 Crianças tem a mente tão aberta e tão livre que conseguem enxergar além do que nossos olhos por vezes já cansados, e acostumados com a rotina do dia não conseguem ver.
 Por isso quando sinto que a vida começa a ter tons cinzas, e os dias tornam insossos, brinco de recordar, transgrido o tempo e resgato a criança que trago em meu interior,.
Em dias atrozes em que tudo é efêmero torna-se crucial não esquecermos de onde viemos e de quem somos!

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Dias felino




Existem dias que sentimos uma preguiça felina, um ronronar interno, vontade de fazer absolutamente nada.
Nesses intrépidos pensamentos me perco num embalo descompassado, mas estranhamente aconchegante. 
Gosto de pensar que nesses momentos de pura nostalgia minha alma se enrosca, se encolhe numa posição fetal, e descansa, de todos os fardos que carrega...

terça-feira, 26 de julho de 2011

Sobre a fome de viver



Nunca estaremos completos nem totalmente satisfeitos e isso é a parte interessante de viver. Não caímos no ostracismo, nem deixamos de sonhar. 
Cada dia, cada minuto, mudamos, e desejamos ser algo que ainda não somos, nos aperfeiçoamos, nos reinventamos, caímos, nos fragmentamos, mas levantamos. 
Juntamos nossos cacos e recomeçamos a viver,e é na simplicidade dos gestos que encontramos a força e a vitalidade pra recomeçar.
 Somos resilientes, gosto de pensar que minha vida é um prato saboroso e que preciso experimentá-la a cada dia, mais do que devorar. Devemos degustar a vida, tenho fome de viver, mas é preciso ser paciente, a vida é pra ser apreciada, e não devorada.
Cada manhã respiro o ar gelado do inverno e tento perceber em meu dia todos os sinais que a vida me oferece gratuitamente. 
Ser feliz tem mais a ver com nossas liberdades e nossa real dimensão de quem somos do que a complexidade do existência, do mundo e sua neurótica sociedade..

quinta-feira, 23 de junho de 2011

O inverno


Dançam palavras nos meus pensamentos como folhas secas jogadas ao vento. 
 desprendi-me  de tudo o que era velho e que não me servia... tempus fugit,.
O frio fustiga o rosto e no caminho que percorro percebo as belezas daquela manhã fria. 
Não importa o que não foi, fico ruminando em meu inconsciente e deixo que toda a sensação de nostalgia que inverno traz.  
Respiro o ar gélido e penso que na dança da vida sou mais um a procura do par perfeito, que provavelmente não existe, mas que importa, não é a chegada que busco mas o caminho que percorro.
Cada passo, cada sentimento, cada cicatriz faz com que eu seja cada vez mais singular num mundo que cada vez mais torna-se padronizado.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Daquilo que ainda nao sei explicar...


Sobre as sombras do tempo desvela entre o inimaginável, gotas de desejos e sonhos inacabados.
 Sorrio do absurdo que é reencontrar-se com aquelas doces lembranças de um passado que ainda não existiu. Divago sobre o que é o destino que nos coloca em situações por vezes inusitadas, que brinca com nossos sentimentos e revive momentos tão preciosos.  Como pano de fundo permanece o seu olhar doce e profundo, as vezes inconstante como o oceano, e por vezes me pego perdido em sua imensidão, deixo-me guiar por minha intuição, vacilo nos meus passos indecisos, sem saber ao certo o que fazer, e tu apenas sorri e no teu sorriso percebo que é inevitável fugir ...















sexta-feira, 29 de abril de 2011

Asas partidas


Recolher-se entre as memórias e deixar-se afagar pelo vento que impele  a continuarmos sempre alçando novos voos.

Sobre aspirações

Sobre a sombra de suas asas ele repousa tranquilo, no seu íntimo aspira o ardente desejo de  ser apenas humano.

Sobre mitos

A sereia que encanta por sua voz, fascina o simples pescador que deixa-se levar pela melodia de seu canto...o mito é a maneira alegórica que encontramos para expressar nossas fraquezas e nossos desejos contidos e escondidos...

Sobre nostalgia

Nostalgia é a saudade escondida num memória guardada no íntimo do nosso coração.

A velha

A velha olha o vazio
A velha contempla o nada
Fica remoendo memórias de um passado distante
A velha de bengala em riste aponta para o alto e questiona
o porquê do tempo deslizar tão sorrateiro pelas dobras de suas
rugas, a velha guarda consigo como um tesouro as memórias vivas
de sua juventude...

Precipícios da alma

Redenção

Abandonei meu passado de lágrimas e incompreensões.
Botei fogo na cidade fantasma que me aprisionava. Saí nu e descalço.
Não quero mais olhar pra trás; redimi-me de meus pecados.
O velho tempo terminou. Chegou à era da ressurreição.
É tempo de redenção.

terça-feira, 26 de abril de 2011

Sobre mudanças


mudo
mudança
mudei!
Calado. Extrovertido, ri. Chorei...
percebi que meu ciclo incompleto
e incompreendido da voltas num mundo que
outros vivem...é tão singelo quanto um frágil pássaro em meio ao furacão.
Sou metamorfose constante numa inconstância de turvos sentimentos.
Reinvento-me ao sabor e dessabor do tempo.mascara de vidro num mundo de titânio.
Andarilho, sim, num mundo mutável...apenas as sandálias nos pés e um ardente desejode encontrar e gladiar com meus monstros mitos.
De enfrentar o frio olhar de Hades. E sorrir das estripulias de
dionísio...
Vou abrir a caixa de pandora ….
e deixar escapar meus medos e anseios
esvaziar-me por inteiro
e do silêncio da noite cálida absorver-me
de tudo e de nada
porque a vida é um constante por vir

segunda-feira, 18 de abril de 2011

A nossa Páscoa


Trago meu peito sangrando e meu coração inquieto, ando pelas ruas e já não me encontro, sozinho e incompreendido vivo de memórias. É difícil morrer, mas faz parte do ciclo da vida, morrer espiritualmente para ressuscitar novo e melhor.
A páscoa interior e difícil e por vezes atroz, não queremos nos desprender do nosso eu antigo, entregar-se ao algoz do nosso inconsciente é admitir nossas fraquezas, admitir o quanto somos falhos e inconstantes.
Ressuscitar é renovar-se, pedir perdão por aquilo que fomos ou que deixamos de ser, é nos reinventarmos novos e melhores. Abençoados todos os que conseguem transitar pela sua noite escura da fé e apesar de todo o sofrimento encontrar um sentido para viver. Nesse momento de angústia é importante desprender-se de si mesmo e questionar não “o que quero de mim?” Mas sim “o que Deus quer de mim?”
Nossa páscoa interior não é menos bonita, porque nos faz sofrer, pelo contrário ela é responsável pela pessoa melhor que nos tornaremos amanhã. Somos privilegiados por todo o ano poder viver a Páscoa de Cristo e conseqüentemente a nossa Páscoa, Páscoa é passagem do velho para o novo. Ao contrário do que muitos pensam não é a morte o principal acontecimento, mas a ressurreição,o renascer!
Mesmo com o coração sangrando e a inquietude da alma trago meus olhos serenos pois sei que depois de toda a angústia e o sofrimento haverá a ressurreição!
A todos uma boa semana de Pascoa!

sexta-feira, 15 de abril de 2011

A arte de ser feliz



Não preciso me drogar para ser um gênio;Não preciso ser um gênio para ser humano;Mas preciso do seu sorriso para ser feliz.”
O segredo da felicidade está contido nas trivialidades de nossos dias, é preciso muito mais que inteligencia e sagacidade para percebe-la, é preciso ter olhos no coração, cada vez mais perdemos a capacidade de sentir, tornamo-nos indiferentes ás atrocidades cometidas por nosso semelhante.
É incrível como sabemos das barbáries que ocorrem no mundo, no entanto não nos sensibilizamos com ela, nos falta compaixão,é preciso ter misericórdia, pôr a miséria do outro em nosso coração ( miseri – córdia). Falta-nos justamente aquilo que mais nos orgulhamos de ter: humanidade, só quando deixarmos a apatia que nos envolve e nos aprisiona de lado é que entenderemos que felicidade só é possível quando nosso coração se encontra em paz e nossa consciência não nos assombra com a culpa de nossa indiferença e omissão. Só é feliz quem sabe se doar.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Acordar os sentidos


Acordar os sentidos é perceber a chuva caindo no rosto misturando-se as lágrimas, é sentir-se só em meio a multidão e sufocar o grito entalado que insiste em sair...
Acordar os sentidos é perceber que apesar de toda a dor que possamos sentir , somos capazes de continuarmos vivendo. Uma amiga me disse que o que nos diferencia dos outros seres vivos -é justamente podemos ir e vir. De fato somos livres, porém ainda não aprendemos a lidar com esse dom!
Hoje nos prendemos ao tempo cronológico, dias, horas, meses, anos,porém como Octávio Paz constata: houve uma tempo em que o tempo não era sucessão, e sim um minar contínuo de um presente fixo onde o homem fazia parte, hoje no entanto o tempo passa insensível e inacessível ao homem que tornou-se prisioneiro do relógio.
Vivemos numa era de mudanças onde o tempo e espaço tomam formas inconsistentes, o homem dominou o fogo, foi a lua, criou a inteligência artificial, porém no seu âmago continua o desejo reprimido de encontrar alguem. “o homem é a nostalgia e a constante busca de comunhão”.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

O ônibus



O ônibus


No ônibus encontramos o que uma metrópole tem de melhor: Gente!A massa, sim porque é da base que se constroem os grandes pólos urbanos. Sentada num banco uma senhora com expressão forte,o rusto com rugas marcam a trajetória de uma longa vida de trabalho árduo e sofrido, o estudante faz malabarismo em pé para ler seu livro com uma mão, ignorando os solavancos do ônibus, o operário conversa animado com seu colega do lado sem preocupar-se com o dia extenuante de trabalho, a criança não tem nem cinco anos e dorme no colo da mãe, alheia a toda a confusão a sua volta.

No ônibus percebemos em cada pessoa um universo, um mundo único e particular, todos interligados por uma linha tênue quase imperceptível, a vontade de continuar a viver, e a vida é uma batalha difícil que exige muito mais que vontade e dedicação, é preciso resiliência para continuar,são sobreviventes, a despeito de todas as adversidades que enfrentam,mantem no rosto um sorriso sincero e no olhar aquele brilho próprio de quem tem esperança em dias melhores.

São os heróis anônimos do cotidiano, e todos os dias fazem-se presentes, compondo a parte viva e pulsante da cidade, é essa gente que dá cor a Babilônia cinzenta com seus prédios imponentes e suas construções megalomaníacas,não passa de uma carcaça fria triste, não fosse esse retalhos de diversas pessoas que se interligam e conspiram ( respirar junto) numa perfeita desordem organizada, uma paradoxo daquilo que a razão não explicar, e que é preciso sentir e viver para compreender.

Nas sombras do tempo




Nas sombras do tempo


Escondem-se nas sombras do tempo

resquícios de vidas, momentos de pura nostalgia...

incompletos pensamentos tecem-se dissonantes

é que a memoria já não é a mesma...

velhice? Não! Cansaço.


Dos momentos restaram a saudade

da caminhada restou os passos

do trabalho as mãos calejadas,

somos a soma de memórias daquilo

que vivemos.

Somos as sobras de tudo que

fizemos.


Peregrinos do tempo,

errantes viandantes,

nos perdemos no vão da

linha tênue que é a vida.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Bem me quer, mal me quer...




A menina/mulher já não quer mais amar

seu sorriso escondeu-se atrás de um lagrima,

ela brinca de bem me quer, mal me quer

com os pedaços de seu coração.

E eu, eu observo os fragmentos vivos

de seus sentimentos mortos e enterrados

nos recônditos obscuros de sua alma.

Será que esqueceu-se de se perdoar?

Ou simplesmente esqueceu como se ama?

A menina/mulher não quer mais sofrer, não quer

mais chorar, e na fugaz lembrança de seu sorriso

me deixo levar pelas memórias românticas

e divago feito Dom Quixote digladiando com

seus moinhos de ventos.

Menina/mulher não esquece; somos humanos

e os sentimentos estão entranhados em nossos poros ,

é inevitável fugir, vivemos para amar e amamos para viver.

Essa é nossa bênção e maldição, o amor é um paradoxo, e

por mais que o evitemos um dia ele nos encontra!



quinta-feira, 7 de abril de 2011

Das Lembranças

Hoje o cansaço toma conta do meu corpo,

e minha alma exala saudades.

Fico ruminando memórias póstumas,

lembranças de lugares e pessoas

que em algum momento perderam-se de mim.

Sou parte saudade e parte solidão.

Num átimo de segundo transgrido o tempo

e refaço caminhos outrora esquecidos.

Percebo nas vicissitudes de meu eu contrito

intrínsecos desejos de mudança, e que apesar de

tudo o que já vivi ainda restam arestas a serem

aparadas.


quinta-feira, 31 de março de 2011

A garota dos bombons


Era uma tarde comum de inverno, e eu caminhava a passos lentos quase arrastado em direção a praça. A vila, era um lugar pequeno e como toda a região do interior sua arquitetura colonial era composta pela praça,a igreja e o salão. O frio e o crepúsculo do dia findando davam ao momento uma imagem bucólica, triste, mas poética, e foi nesse cenário que a conheci: A principio o que me chamou atenção foi sua roupa preta contrastando com a pele alva, a boca vermelha, que avidamente devorava um bombom, a garota tinha um sorriso que aquecia o coração de quem se aproximava. Confesso que me senti atraído pela aquela estranha personagem, quando começamos a conversar meus sentidos se aguçaram e o que ficou daquele momento foi o som doce de sua voz, o olhar inebriante, a pele branca que corava com o frio, e o aroma indescritível do chocolate, Uma sensação deliciosamente absurda! Depois desse dia passamos bons momentos juntos, na maioria das vezes rindo, tínhamos um senso de humor muito semelhante, mas o tempo e a distancia acabaram por nos afastar e da garota do bombom só restou a lembrança daquela fria tarde de inverno, e o desejo ardente do reencontro!

quarta-feira, 30 de março de 2011

CATIVAR-SE



Tu és eternamente responsável por aquilo que cativas, assim proferiu uma raposa à um principezinho num tempo longinquo , inacreditavelmente suas palavras ainda fazem-se presente nos dias de hoje, e nas trivialidades do cotidiano encontramos pessoas que nos surpreendem positivamente , era mais uma viagem enfadonha e cansativa, mais de 14 horas no sacolejar constante de um ônibus, na mochila já preparado para ser usado como válvula de escape, um livro, e eis que ao meu lado senta-se uma pessoa de olhar sereno e um sorriso radiante, e foi assim que fui cativado, quando percebi já havia contado minha história de vida, ela a sua, falamos sobre o tempo, sobre a adolescência, sobre educação dos filhos, sobre politica, filosofia, amores não correspondidos, vida profissional, e voltamos a falar sobre o tempo, a conversa começava e perpassava por caminhos hora ingrimes, hora engraçados, outras vezes tristes, mas seguia um fio tênue e constante, e foi assim que em catorze horas de conversa, abandonei o meu livro e ganhei uma amiga pra vida toda! A despeito de tudo o que já foi dito e escrito a raposa novamente volta a cativar o principezinho e vice-versa!

para um amigo


Ah! o tempo passa por vezes tão leve e despreocupado, outras vezes tão denso,pesado e sufocante, ao certo nunca sabemos como será o amanhã, vivemos numa constante espera de nossa parusia. Ontem foi o dia em que eramos crianças despreocupadas com o hoje, engraçado pensar como era simples viver, algumas travessuras, crises existenciais , auto afirmação, e agora José? Diz o poeta, e agora meu amigo te pergunto, o que esperar desses anos que estamos vivendo? Tudo tão veloz, como adaptar-se a linguagem dos sentimentos líquidos? Como nos entender e nos conhecer na era digital, como nos conectar com os outros sem nos desconectar de nós mesmos? Como lidar com os nossos avatares, isso pra não falar no fato de não sermos mais adolescentes onde nos é permitido errar, todavia a vida é boa de mais para sentirmos medo, ódio ou cansaço, não meu caro, o hoje é único e cada dia traz no seu intimo a possibilidade do novo! Por isso aproveite tudo o que o mundo te oferece, receba a vida de braços abertos, tudo é fugaz e passageiro e o que resta no final são as boas lembranças e os momentos que passamos com as pessoas que amamos, nossa vida é uma vigem e o melhor da viagem é o caminho que percorremos e as descobertas que fazemos! Tempus fugit !

terça-feira, 29 de março de 2011

das oportunidades


Nunca perca a oportunidade de:

ler um bom livro,

descobrir um novo caminho,

e carregar-se de bons sentimentos.

o tempo


"O tempo passa,/ Não nos diz nada./ Envelhecemos./ Saibamos, quase maliciosos,/ Sentir-nos ir,/ Tendo as crianças/ Por nossas mestras/ E os olhos cheios/ De natureza..." Alberto Caeiro

liberdade


"Liberdade vem e pousa".

peregrino


peregrinar é descobrir-se livre e indomável, jogar seus sonhos numa mochila e sair de si mesmo em busca do inatingível.

das coisas da vida


Não quero falar de sentimentos turvos, nem de amores não vividos, a vida é pugente e vibrante e somos todos os dias convocados a vive-la intensamente!